Vejo uma
verdadeira batalha na vida daqueles que buscam o sucesso e a felicidade. Muitas
crenças e medos fazem parte da nossa verdadeira luta pela nossa completude.
Devemos conseguir materializar a abundância através de muito dinheiro ou abnegar-se dos recursos materiais para beneficio próprio e se dedicar a busca da espiritualidade e do amor.
Devemos viver somente de momentos de alegria e descontração ou enfrentar a busca do conhecimento e encontrar nos livros as respostas de si mesmo sem se distrair com nada.
Devemos nos dedicar a família completamente e aceitar tudo com paciência ou devemos ir em busca de nossos ideais e esquecer as opiniões dos outros.
Devemos dividir nossas conquistas com os menos favorecidos ou devemos servir de exemplo ao próximo com nossas conquistas e mostrar que todos podem conseguir (ensinando a pescar)
Devemos isso ou aquilo, devemos tudo ou nada...
Nesta luta pelo equilíbrio,
todos que conseguem ter sucesso e ser feliz em uma das partes, se agarra a esta parte para acreditar na vitória e acaba por se sentir superior aos demais, porém enquanto estiver na luta, ninguém sai vitorioso por completo, pois nos perdemos no contexto do todo!
E pergunto: Como
conseguir este equilíbrio? Como diluir a dualidade e unificar nossa roda da vida?
Nossa visão linear
nos faz sempre focar em um dos lados, não conseguimos nos unificar e acabamos por saltar pela pluralidade do ser, onde ora somos abundantes financeiros e ora somos
abundantes espirituais, ora somos abundantes em alegria e ora somos abundantes
em conhecimento, ora somos aquilo que acreditamos ser, sem nos fundir em nós
mesmos.
E isso nos faz acreditar que somos seres imperfeitos quando comparamos nosso todo aos demais. Por isso nos apegamos em um dos extremos onde somos perfeitos para esconder nossas imperfeições.
Hoje em meus devaneios, me pego a acreditar que os demais são as diversas partes de mim mesmo gritando meus desejos e a ânsia em me conhecer. E neste busca de equilibrar minhas partes, minha roda anda capenga ainda, continuo no exercício de estica e puxa, de um lado para o outro, caminhando na esperança
de fluir a perfeição em nossas vidas.
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