Entre a tristeza e a desesperança eis que nasce
a inquietude.
Na doçura de sua face surgem berros e depois
calmaria.
Bola ou boneca, flor ou espada.
Pobre inquietude, se agita tentando chamar atenção
da tristeza para que ela reaja.
Rebelde inquietude, que lança seus gritos de
ira contra a desesperança enchendo-a de dor para que renasça.
Forte inquietude, que vê a indiferença, o medo
e a culpa assistirem esta luta.
Cansada inquietude, já não consegue mais gritar,
já não consegue mais falar, então foge.
Em sua liberdade, a inquietude conhece a
alegria e o amor.
Em sua calmaria, a inquietude é abatida por
ventos fortes que arrebatam sua alma.
E de repente, na sua solidão, experimenta sua
própria tristeza.
E sem saber o que fazer, enche-se de medo e
culpa por não ter compreendido antes a dor, e esconde-se em sua escuridão.
Já vestida de desesperança a inquietude torna-se
indiferente a própria vida.
Porém sua natureza inquieta encontra uma luz
que a princípio ofusca sua visão.
E ela reage ainda sem saber o que fazer, mas
ela segue em sua direção.
E quanto mais ela se aproxima, mais ela sente a força
do amor latente, pulsando em seu coração.
E então, eis que o amor chega e transforma tudo a
sua volta, trazendo a esperança, a alegria, a coragem, a compaixão e o perdão.
É hora de regressar inquietude!
É hora de construir
um novo caminho!
É hora de ter a certeza de que a inquietude também ajuda a
mover o mundo quando está junta do amor!
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