Tudo que a minha mente pode imaginar, eu posso realizar!

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

A prática do bem exige simplicidade


Nós temos a mania de achar que a prática do bem necessita de ações grandiosas. E quando pensamos nestas ações grandiosas em meio a este turbilhão de coisas que nos vemos emaranhados nos dias de hoje, acabamos por não iniciar esta pratica.
Porém a prática do bem pode ser feita dia a dia, com ações pequenas, com pequenos gestos de gentileza. Um bom dia a todos que passarem por você pela manhã, um sorriso de esperança para aqueles que tem a o rosto enrugado pelas preocupações  do dia a dia, uma palavra de incentivo para os amigos e parentes. 
Além disso, a prática do bem começa também pela vigília constante de nossos pensamentos e atitudes. Perceber a cada momento o mal que estamos fazendo conosco e com os outros cada vez que falamos mal ou comentamos sobre a vida de outros, sobre o problema dos outros, sendo que temos um monte deles que são nossos e colocamos debaixo do tapete.
Perceber o quanto nos cobramos perfeição de todos quando ainda temos falhas a serem corrigidas, mas que julgamos difícil de enfrentá-las.
Perceber os momentos de impaciência ao esperar em uma fila, em um trânsito, quando reclamos quem não temos tempo para nós mesmos.
Perceber o quanto corremos durante o dia com tarefas que não sabemos nem aonde vão nos levar sem perceber a beleza da simplicidade que bate em nossa vida sem permitirmos entra-la.
Estes e outros pequenos gestos que fazemos para os outros e para nós mesmos nos fará dar um grande passo para a nova Era. 
Que Deus nos ajude a nos vigiar a cada momento para que possamos eliminar o mal de dentro de nós que alimenta este circulo vicioso em que a Humanidade entrou. Que Ele nos inspire para que nossa Consciência esteja desperta para esta vigília. 
Comecemos agora mesmo!

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Aparências

Aparências
Capítulo 21, item 1

“A árvore que produz maus frutos não é boa, e a árvore que produz bons frutos não é má; porque cada árvore se conhece pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos dos espinheiros e não se cortam cachos de uva de sobre as sarças...”


Fugimos constantemente de nossos sentimentos interiores por não confiarmos em nosso poder pessoal de transformação e, dessa forma, forjamos um “disfarce” para sermos apresentados perante os outros.
Anulamos qualquer emoção que julgamos ser inconveniente dizendo para nós mesmos: ‘‘eu nunca sinto raiva”, “nunca guardo mágoa de ninguém”, vestindo assim uma aparência de falsa humildade e compreensão.
Máscaras fazem parte de nossa existência, porque todos nós não somos totalmente bons ou totalmente maus e não podemos fugir de nossas lutas internas. Temos que confrontá-las, porque somente assim é que desbloquearemos nossos conflitos, que são as causas que nos mantêm prisioneiros diante da vida.
Devemos nos analisar como realmente somos.
Nossos problemas íntimos, se resolvidos com maturidade, responsabilidade e aceitação, são ferramentas facilitadoras para construirmos alicerces mais vigorosos e adquirirmos um maior nível de lucidez e crescimento.
Não devemos nunca mantê-los escondidos de nós próprios, como se fossem coisas hediondas, e sim aceitar essas emoções que emergem do nosso lado escuro, para que possamos nos ver como somos realmente.
Por não admitirmos que evoluir é experimentar choques existenciais e promover um constante estado de transformação interior é que, às vezes, deixamos que os outros decidam quem realmente somos nós, colocando-nos, então, num estado de enorme impotência perante nossas vidas.
A maneira de como os outros nos percebem tem grande influência sobre nós. Amigos opressores, religiosos fanáticos, pais dominadores e cônjuges inflexíveis podem ter exercido muita influência sobre nossas aptidões e até sobre nossa personalidade.
Portanto, não nos façamos de superiores, aparentando comportamentos de “perfeição apressada”; isso não nos fará bem psiquicamente nem ao menos nos dará a oportunidade de fazer autoburilamento.
Deixemos de falsas aparências e analisemos nossas emoções e sentimentos, aprimorando-os. Canalizadas nossas energias, faremos delas uma catarse dos fluxos negativos, transmutando-as a fim de integrá-las adequadamente.
Aceitar nossa porção amarga é o primeiro passo para a transformação, sem fugirmos para novo local, emprego ou novos afetos, porque isso não nos curará do sabor indesejável, mas somente nos transportará a um novo quadro exterior. Os nossos conflitos não conhecem as divisas da geografia e, se não encarados de frente e resolvidos, eles permanecerão conosco onde quer que estejamos na Terra.
Para que possamos fazer alquimia das correntes energéticas que circulam em nossa alma, procedamos à auto-observação e à auto-análise de nossa vida interior, sem jamais negar a nós mesmos o produto delas.
Lembremo-nos de que, por mais que se esforcem as más árvores para parecer boas, mesmo assim elas não produzirão bons frutos. Também os homens serão reconhecidos, não pelos aparentes “frutos”, não por manifestarem atos e atitudes mascarados de virtudes, mas por ser criaturas resolvidas interiormente e conscientes de como funciona seu mundo emocional.
Somente pessoas com esse comportamento estarão aptas a ser árvores produtoras de frutos realmente bons.

Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto.
In Renovando Atitudes.

Simplicidade e Atitude

A mais longa caminhada só é possível passo a passo...
O mais belo livro do mundo foi escrito letra por letra...
Os milênios se sucedem, segundo a segundo...
As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...
A imponência do pinheiro e a beleza ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...
Não fosse a gota e não haveria chuvas...
O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais bela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...
As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...
Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à "Ave Maria", de Bach, e à "Aleluia", de Hendel...
O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...

... Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele:
esta parcela que chamamos de "Eu".
Não é fácil nem rápido...
Mas vale a pena tentar!
Sorria!!!