Tudo que a minha mente pode imaginar, eu posso realizar!

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Inquietude

Entre a tristeza e a desesperança eis que nasce a inquietude.
Na doçura de sua face surgem berros e depois calmaria.
Bola ou boneca, flor ou espada.
Pobre inquietude, se agita tentando chamar atenção da tristeza para que ela reaja.
Rebelde inquietude, que lança seus gritos de ira contra a desesperança enchendo-a de dor para que renasça.
Forte inquietude, que vê a indiferença, o medo e a culpa assistirem esta luta.
Cansada inquietude, já não consegue mais gritar, já não consegue mais falar, então foge.
Em sua liberdade, a inquietude conhece a alegria e o amor.
Em sua calmaria, a inquietude é abatida por ventos fortes que arrebatam sua alma.
E de repente, na sua solidão, experimenta sua própria tristeza.
E sem saber o que fazer, enche-se de medo e culpa por não ter compreendido antes a dor, e esconde-se em sua escuridão.
Já vestida de desesperança a inquietude torna-se indiferente a própria vida.
Porém sua natureza inquieta encontra uma luz que a princípio ofusca sua visão.
E ela reage ainda sem saber o que fazer, mas ela segue em sua direção.
E quanto mais ela se aproxima, mais ela sente a força do amor latente, pulsando em seu coração.
E então, eis que o amor chega e transforma tudo a sua volta, trazendo a esperança, a alegria, a coragem, a compaixão e o perdão.

É hora de regressar inquietude! 
É hora de construir um novo caminho! 
É hora de ter a certeza de que a inquietude também ajuda a mover o mundo quando está junta do amor!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

O conflito dos extremos

Vejo uma verdadeira batalha na vida daqueles que buscam o sucesso e a felicidade. Muitas crenças e medos fazem parte da nossa verdadeira luta pela nossa completude.
Devemos conseguir materializar a abundância através de muito dinheiro ou abnegar-se dos recursos materiais para beneficio próprio e se dedicar a busca da espiritualidade e do amor.
Devemos viver somente de momentos de alegria e descontração  ou enfrentar a busca do conhecimento e encontrar nos livros as respostas de si mesmo sem se distrair com nada. 
Devemos nos dedicar a família completamente e aceitar tudo com paciência ou devemos ir em busca de nossos ideais e esquecer as opiniões dos outros.
Devemos dividir nossas conquistas com os menos favorecidos ou devemos servir de exemplo ao próximo com nossas conquistas e mostrar que todos podem conseguir (ensinando a pescar)
Devemos isso ou aquilo, devemos tudo ou nada...
Nesta luta pelo equilíbrio, todos que conseguem ter sucesso e ser feliz em uma das partes, se agarra a esta parte para acreditar na vitória e acaba por se sentir superior aos demais, porém enquanto estiver na luta, ninguém sai vitorioso por completo, pois nos perdemos no contexto do todo!
E pergunto: Como conseguir este equilíbrio? Como diluir a dualidade e unificar nossa roda da vida?
Nossa visão linear nos faz sempre focar em um dos lados, não conseguimos nos unificar e acabamos por saltar pela pluralidade do ser, onde ora somos abundantes financeiros e ora somos abundantes espirituais, ora somos abundantes em alegria e ora somos abundantes em conhecimento, ora somos aquilo que acreditamos ser, sem nos fundir em nós mesmos.
E isso nos faz acreditar que somos seres imperfeitos quando comparamos nosso todo aos demais. Por isso nos apegamos em um dos extremos onde somos perfeitos para esconder nossas imperfeições. 
Hoje em meus devaneios, me pego a acreditar que os demais são as diversas partes de mim mesmo gritando meus desejos e a ânsia em me conhecer.  E neste busca de equilibrar minhas partes, minha roda anda capenga ainda, continuo no exercício de estica e puxa, de um lado para o outro, caminhando na esperança de fluir a perfeição em nossas vidas.