Tudo que a minha mente pode imaginar, eu posso realizar!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Seguindo em frente

Durante muito tempo, vivi seguindo caminho que tinham me apontado como direção. Cresci pensando que a vida tinha uma só rota traçada: "vingar", aprender a andar, falar, comer, brincar, obedecer os pais, estudar, passar no vestibular, namorar, encontrar um emprego, trabalhar, ser promovido, casar, comprar uma casa, ter uma família, criar os filhos, curtir os netos e esperar a morte chegar. Parecia um caminho óbvio, se não fossem as variáveis que ocorrem durante este percurso.

O problema começa quando você não consegue corresponder exatamente a todas as paradas estabelecidas, a todas as metas traçadas e insistentemente repetidas nos discursos falados desde o berço.

Se você chora muito quando bebê, com certeza tem algum problema, se demora a falar, é motivo para te levar a um especialista para ver o que está acontecendo, se não consegue brincar com os outros provavelmente tem algum trauma ou problema psicológico, se você não obedece a tudo que seus pais dizem torna-se um rebelde sem causa, uma ovelha negra, se não vai bem em alguma matéria é um preguiçoso, limitado, e assim nossos rótulos começam a ser criados por sermos divergentes daquilo que todos chamam de "normal".

Em meios a muitas divergências, você se sente o "patinho feio", não sabe explicar por que não consegue entrar na linha do caminho. Então vem o dilema, não sabe se reprime ou se escancara de vez correndo o risco de ser expulso do bando.

É uma decisão e tanto, afinal você deve escolher percorrer o caminho que já está aberto a sua frente ou abrir novos caminhos, desconhecido e incerto.

Sei que escolhi outro caminho, não sei em que momento. Porém escolhi traçar o caminho do meio, ao lado daquele que me apontaram, para que pudesse retomar a rota rapidamente, caso este novo caminho não fosse tão bom, e assim o fiz, não uma vez, mas algumas vezes.


Sinto que chegou a hora de trilhar o caminho do meu coração, aquele que talvez me distancie de tudo que conheço, aquele que tive medo de seguir. Sei que a rota não é muito conhecida, mas o próximo destino eu sei qual é.

Se estou com medo? Sim, mas escolho seguir em frente. Se este é o destino final? Não sei, talvez seja apenas o começo de uma nova direção. Decidi arriscar e tocar em frente, embora ainda que lentamente.

Decidi criar o meu caminho com uma única certeza: estarei acompanhada da Luz que me guiará e me fortalecerá durante esta jornada.


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