Tudo que a minha mente pode imaginar, eu posso realizar!

terça-feira, 27 de março de 2012

Vivendo o imperfeito!

Venho me questionando sobre a cobrança que faço sobre meu filho para ser uma criança educada, comportada, dedicada, entre outros conceitos criados para uma pessoa perfeitinha. Essa cobrança é constante, diária e trabalhosa. É claro que é gratificante ver os chamados resultados, mas sinto que essa cobrança é penosa para mim e para ele.

Hoje, percebi que buscar a perfeição é um resultado de prepotência que venho vivendo desde que nasci, que me foi transferida de gerações e estou repassando para as próximas gerações.

Me colocar em um pedestal e colocar os outros em pedestais vem me trazendo decepções, frustrações, culpas e infelicidade pelo simples fato de não aceitar que as coisas saiam da retidão que traçamos. Nunca as ações serão suficientes e nunca as pessoas serão o bastante.

Permitir-se errar é fundamental. Aceitar as imperfeições, as curvas e escorregões faz parte de nossa existência e por isso precisamos olhar para nós mesmos e ver o quão exigentes estamos sendo conosco e o quanto estamos refletindo esta exigência para os que estão a nossa volta.

Buscar a aceitação de que nem tudo vai acontecer como planejamos, com todo detalhe que pensamos, com a rapidez que esperamos e que existem limitações nossas e dos que estão conosco é o caminho correto para nossa Consciência do Ser.

Mas como fazer isso? Como aceitar se nossos egos sempre falam mais alto? Utilizamos o "SER" que criamos ao longo da vida para nos guiar ao longo dos nossos passos. Eu sou Mãe, Sou Engenheira, Sou Mulher, Sou Forte, Sou Guerreira, Sou Isso, Sou Aquilo..... Sou um ego criado para me defender dos sentimentos, das chamadas "imperfeições" que a vida tem. Sou um ser criado para me sobressair ao próximo, sou um ser criado para ser reconhecido pelo próximo.

É difícil perceber que ao longo desta caminhada o meu Ser nada mais é que igual a todos os outros seres que aqui estão. E aí está o segredo de viver a vida compreendendo que por trás de todos os conceitos e adornos criados somos iguais. Somos "imperfeitos" e "perfeitos" ao mesmo tempo, o "Bem" e o "Mal", os opostos se duelando por uma batalha sem fim.

Vamos viver fazendo uma coisa de cada vez, sentindo o amor em cada ação, em cada palavra, em cada movimento. E se conseguirmos ser perfeitos, que então aproveitemos a imperfeição sem culpa e sem sofrimento.

Vou me permitir errar e vou permitir que meu filho erre! Nem eu, nem ele, nem ninguém é melhor ou pior! Somos assim. Assim é a vida!

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